Quinta-feira, Maio 14, 2009

Areias da discórdia

Extracção de areias origina denúncias de autarcas

A empresa Irmãos Lopes e Cardoso Lda, de Oliveira do Hospital, está a fazer extracção e lavagem de areias em Montalvo, Mira, faz amanhã dois anos, sem qualquer espécie de licença. O contrato com a Câmara de Mira, dona dos terrenos, foi feito em 14 de Maio de 2007 para as obras da A17, mas depois destas concluídas há mais de um ano, aquela empresa continua a fazer extracção e lavagem de areias, alegadamente com o mesmo contrato e sem qualquer licença passada pela Câmara.

A situação despoletou várias denúncias de políticos locais ligados ao PSD e deputados municipais, quer à CCDR Centro, quer à Administração Regional do Ambiente, quer ainda à Equipa de Prevenção da Natureza e Ambiente (EPNA) do Destacamento de Cantanhede da GNR. As alegadas irregularidades foram detectadas em Janeiro de 2008, altura em que elementos da EPNA foram inspeccionar o local e identificaram o proprietário da empresa «por não estar a cumprir as normas do contrato», disse fonte desta entidade ao DC.

Já no início deste ano, os mesmos elementos da EPNA voltaram a fiscalizar os terrenos onde estão a ser extraídas as areias, em Montalvo, e a situação era pior. «A área estava muito maior, o proprietário mostrou o mesmo contrato (das obras da A17) e não tinha nenhuma licença», diz a mesma fonte que enviou um novo relatório à CCDR Centro «a denunciar a situação».
A inspecção aos terrenos por parte da EPNA voltou a ocorrer a 4 de Março e 24 de Abril passados e de acordo com a nossa fonte, tudo estava na mesma, ou seja, «o proprietário continuava sem licença, mostrou o mesmo contrato, e terminámos o nosso trabalho com a elaboração de novo relatório à CCDR Centro, acompanhado por fotografias».
A verdade é que até ao momento - e após estas diligências da EPNA, a CCDR Centro ainda não intimou a empresa ou a Câmara de Mira de qualquer ilegalidade e ontem, apesar dos esforços desenvolvidos pelo nosso Jornal para obter alguma informação sobre este assunto, quer o director regional, Alfredo Marques, quer o adjunto, Moura Maia, estiveram indisponíveis por motivos profissionais.
Já a Administração Regional do Ambiente do Centro confirmou ao DC ter conhecimento destas denúncias, porém, Teresa Fidelis afirmou que a extracção e lavagem de areias em Montalvo decorre «numa zona fora do domínio público hídrico», pelo que a responsabilidade da legalidade da mesma «cabe à CCDR Centro». Mesmo assim, disse aquela responsável, «já solicitámos apoio à equipa da EPNA da GNR no sentido de apurar a forma como se está a fazer a lavagem de areias e a sua localização».

Extracção pode terminar hoje
Um deputado municipal do PSD garante que por aquele órgão autárquico «não passou nenhum pedido de licenciamento da extracção de areias», pelo que, afirma, as mesmas «são ilegais» e que o que se está a fazer «é um atentado ao ambiente e um roubo ao concelho».
Por outro lado, diz o mesmo deputado, «a Assembleia só aprovou a venda de areias para a A17» e que estas só podiam ser extraídas até uma profundidade de três metros e no terreno «vêem-se poços e chacras com mais de 10 metros de profundidade», e estes estão a ser tapados «com lixo e não com inertes».
O Diário de Coimbra também falou com o proprietário da empresa que está a fazer a extracção, que garantiu estar «dentro da lei». Pedro Jorge explica que tem «um contrato com a Câmara», que o terreno «está licenciado» e que o contrato «tem clausulas que definem as cotas de extracção». Por isso, garante, «estão a tentar denegrir a nossa imagem», confirmando que o contrato com a Câmara termina, precisamente, hoje, e que a autarquia ainda não lhe disse se o iria prorrogar. A decisão é hoje tomada na reunião do executivo camarário, e se o referido contrato não for prorrogado, a extracção e lavagem de areias no Montalvo «é imediatamente suspensa a partir de amanhã (hoje)», disse ainda.

Exploração “devidamente
legalizada e contratualizada”
O executivo da Câmara de Mira considerou ao Diário de Coimbra que se está a verificar «uma intoxicação por parte de algumas pessoas em levantar, em alturas de eleições, suspeitas» acerca do procedimento concursal da venda de inertes do Montalvo. E a este propósito refere que, com base no RECARP – Relatório de Conformidade Ambiental do Projecto de Execução elaborado pela Brisa/Lace, ficou definido «e devidamente legalizada» uma Mancha de Empréstimo classificada como “17ME”, para retirar inertes no âmbito da construção da A17. Depois de a autarquia proceder a um concurso público «aprovado por todos os órgãos municipais» para a venda de 758.000 metros cúbicos de inertes (areia de pinhal). Concurso que foi anulado pelo júri devido às propostas apresentadas serem «muito abaixo do valor base do concurso» e do valor corrente «praticado pelos empreiteiros da Auto-estrada». Abriu-se novo concurso e, no seguimento deste novo procedimento, foram adjudicados os quatro lotes à empresa “Lopes e Cardoso” «pelo valor de 767.471,000 euros, tendo a mesma efectuado uma caução de 38.373,75 euros». O executivo camarário de Mira diz que a exploração de inertes «está devidamente contratualizada e legalizada» e quanto à lavagem de areias está isente de licenciamento. «Este isenção, enquadrada pelo RECARP, verifica-se pelo facto de não haver rejeição de efluentes para o solo».
Executivo que recorda que os vereadores do PSD votaram favoravelmente o contrato de compra e venda de inertes no Montalvo e que os deputados do mesmo partido se abstiveram na Assembleia. Num assunto que parece ter criado um caso político em Mira, os vereadores do PS dizem ter ficado demonstrado «o estado de desnorte, desorientação e falta de sentido de responsabilidade de quem quer ser alternativa para o Governo do concelho».

in DC - 15.05.09

Segunda-feira, Abril 27, 2009

Secundário de Mira vence 1ª sessão das 20ª Edição da Escoliadas


20.ª Edição da escolíadas
Secundária de Miravence primeira sessão.


No arranque da 20.a edição das “Escolíadas 2009” foi a Escola Secundária Dr.aªMaria Cândida, de Mira, a vencedora, “arrancando” do júri 248 pontos, mais seis pontos do que a segunda classificada nesta primeira sessão, a Secundária Homem de Cristo, de Aveiro, e mais 13 pontos que a terceira classificada, a Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes, de Ílhavo.


As crises e as loucuras, que fazem muitas vezes nascer sonhos, assim como a fúria de viver, a emancipação feminina e a luta das mulheres pelo direito ao voto foram alguns dos temas retratados pela escola vencedora, que este ano se apresentou a concurso com o tema “Os anos 20”. Jazz e foxtrot ouviram-se na sala da discoteca “O outro mundo”, do Complexo Quinta dos Três Pinheiros, na Mealhada, misturados com adereços e figurinos a rigor. Uma combinação que levou o júri a pontuar a escola, na prova de Teatro, com 66 pontos. Nesta mesma categoria, a escola de Aveiro conquistou 54 pontos, ao apresentar uma peça de teatro homenageando ilustres aveirenses, no âmbito das comemorações dos 250 anos da cidade de Aveiro. Para Ílhavo seguiram, no escalão Teatro, 53 pontos, conquistados pela apresentação da peça “A identidade”, «que nem sempre é aceite por quem nos rodeia», como diria Joel, o apresentador desta escola. Nas restantes provas, a escola de Mira obteve a melhor pontuação em Claque, com 62 pontos, seguindo para Aveiro 61 pontos e para Ílhavo 59 pontos. Na prova de Música, o destaque foi para a prestação da escola de Aveiro, que, interpretando a “Canção de embalar”, do ilustre aveirense Zeca Afonso, conquistou o primeiro lugar na categoria, com 71 pontos, seguindo-se a escola de Mira, com 63 pontos, e a de Ílhavo, com 54 pontos, esta apresentando um tema original. Surpresa pela vitóriaCátia Tomásio, aluna do 12.oº ano da Escola Secundária Dr.aºMaria Cândida e apresentadora oficial da escola, não escondia a sua satisfação pela vitória, tanto mais que no ano passado a escola de Mira não passou sequer da sessão de apuramento. «Não esperávamos ganhar. Estamos muito felizes, até porque sabíamos que as nossas concorrentes eram fortes», disse. Este ano, adiantou ainda, os alunos apostaram na qualidade dos figurinos, tentando uma melhor prestação, que não tem sido conseguida nos últimos anos. Cristina Neves, também do 12.o ano e participante na prova de Claque, também não escondeu a sua surpresa pela vitória, admitindo, no entanto, que a preparação este ano foi outra. «Sei que agora tivemos outro cuidado», revelou.Cláudio Pires, da “Escolíadas – Associação Recreativo-Cultural”, que promove anualmente esta competição entre escolas, fez um balanço positivo desta primeira sessão da 20.a edição. «Correu tudo bem, o que em difícil em termos técnicos. Todos os anos fazemos alterações, complicando o trabalho para os técnicos, que têm de garantir que não há falhas». Fez, de resto, um balanço positivo também relativamente aos ensaios e à participação de público nesta primeira sessão, bem mais quando comparado com anos anteriores. «Todos se estão a preparar muito bem para esta 20.aº edição. As escolas estão a procurar fazer melhor», adiantou Cláudio Pires, que, por isso mesmo, tem expectativas elevadas relativamente a esta edição.

Terça-feira, Abril 14, 2009

Deputados Municipais do PS de Mira lançam comunicado

Deputados Municipais do PS de Mira lançam comunicado

COMUNICADO DOS DEPUTADOS DO PS DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MIRA

Uma manobra pura de diversão politica… ao serviço de quê e de quem? Dos Mirenses não foi certamente…


Foi agendada para o dia 23 de Março uma Assembleia Municipal Extraordinária para discutir assuntos urgentes e muito importantes para o concelho... por isso é que se marcam reuniões extraordinárias, porque a importância e a premência dos assuntos assim o exigem. Contudo, na hora de dar inicio á sessão, um deputado do PSD levantou a questão de um eventual problema na entrega da documentação por via digital. Parece que alguns deputados teriam tido problemas no acesso aos documentos e que um (1) não teria mesmo podido aceder. É justo e digno que todos os deputados estejam na posse dos documentos para os poderem analisar e discutir em consciência, ajudando a tomar as melhores decisões em prol do nosso concelho. Face a este cenário os deputados do PSD pediram o adiamento da reunião, com a “ameaça” de abandono da sala deixando assim sem quórum a assembleia para funcionar de pleno direito e dentro da legalidade... E assim, os assuntos que eram urgentes e importantes lá teriam de esperar para “segundas núpcias”.

Perante este cenário, os deputados do PS rejeitam e criticam veementemente, convém tecer algumas considerações em prol da verdade dos factos.




  • 1º - A convocatória para a Assembleia foi remetida pelo meio que a lei determina e que o regulamento interno da Assembleia Municipal de Mira consagra e dentro dos prazos previstos, e o restante material de apoio cumpriu igualmente todos os preceitos definidos pelas regras que a própria assembleia estatuiu. No entanto, e fruto do volume dos documentos em apreço, houve alguma dificuldade de acesso electrónico, por parte de alguns deputados.


  • 2º - O material foi disponibilizado 7 dias antes (no dia 16 de Março) e só no dia 23 de Março (no próprio dia da Assembleia) é que 2 deputados do PSD reportaram os problemas havidos, tendo os serviços da autarquia de pronto tentado solucionar os problemas técnicos. Se a situação tivesse sido colocada aos serviços mais cedo, (e não no próprio dia da assembleia) teria, eventualmente, sido possível resolver os problemas atempadamente!


  • 3º - Contudo, e até por uma medida cautelar para prevenir estas situações, para além do envio, via electrónica, para todos os deputados do material da Assembleia é, ainda, entregue um exemplar em formato papel a cada líder das bancadas, para que todos os deputados possam ter acesso aos documentos por via do seu líder, nomeadamente nas reuniões de preparação que cada partido, de forma responsável, deve fazer para preparar as reuniões.


  • 4º - A tese de que o líder não poderia tirar fotocópias de todos os documentos para os deputados que eventualmente não tiveram acesso aos mesmos, em nosso entender, não colhe pois os assuntos com “mais papel” desta reunião (Plano de Emergência e Plano de Pormenor da Zona Industrial – pólo II) já estiveram em consulta pública, são documentos estratégicos de fundo que já passaram por muitas assembleias e estão disponíveis na página (site) do município para consulta de todos os interessados, sendo que no essencial se resumem a 1 ou 2 páginas.


  • 5º - O mais grave que podemos verificar é que depois de todo este alarido dos 12 (doze) deputados do PSD apenas 6 (sim seis!) tentaram aceder aos documentos, e destes 6 que tentaram aceder 2 (dois) deles faltaram à reunião e 1 (um) só tentou aceder no dia da reunião. Ou seja, verdadeiramente apenas 3 (três) deputados do PSD é que quiseram e se esforçaram por preparar convenientemente a reunião, os restantes “borrifaram-se” e provocaram este “incidente” para desviar as atenções do que é verdadeiramente importante para o futuro do concelho.


  • 6º - Afinal de quem foi a falha mais grave? Quem foi mais displicente? Os deputados do PSD não podem exigir a documentação com tantos dias de antecedência e depois só tentarem aceder a ela “em cima” da reunião. Isto é o que se passava quando eram mandadas resmas de papel para cada deputado e muitos deles só abriam o envelope na hora da reunião... Dizem que se preocupam, que querem informação mas depois nem para os papéis olham!


  • 7º - Mas e afinal o PSD não prepara as reuniões em grupo? Os deputados do PSD não discutem os assuntos e acertam estratégias? Se o fazem, então porque alegam não ter tido acesso aos documentos se havia pelo menos a cópia em papel?


  • 8º - Não podemos compactuar com este tipo de aproveitamento político de eventuais falhas técnicas que sempre podem ocorrer. Não podemos aceitar que os deputados do PSD procurem passar para a opinião pública uma imagem de vontade em colaborar, de empenhamento e de credibilidade e depois na prática, não preparem as reuniões, não discutam os assuntos, não procurem aceder atempadamente aos documentos e usem estratagemas de baixa política (a ameaça de abandonar a sessão é lamentável!) para impedir que assuntos urgentes e estruturantes para o concelho sejam discutidos e aprovados...

Os deputados do PS querem uma Assembleia moderna que dê exemplos positivos e que se empenhe em discutir os assuntos que interessam aos Mirenses. Os deputados do PS estão empenhados em continuar a colaborar com o executivo e com o futuro colectivo e não podem compactuar com estratagemas que visem apenas tentar provocar “manobras de diversão”, que visem atrasar e adiar a discussão de assuntos vitais para o desenvolvimento do concelho e assim, ao serviço da “politiquice”, descredibilizar o trabalho serio e honesto que deve ser desenvolvido por todos os eleitos locais e em particular os membros da Assembleia Municipal.


in Oprincipal, 2009-04-08

LOTA da Praia de Mira -actividade em pleno


A licença e número de controlo veterinário atribuídos pela Direcção-Geral das Pescas e Agricultura só chegou a meados de Março, pelo que só agora a lota da Praia de Mira iniciou a sua actividade em pleno», disse ontem ao Diário de Coimbra Helena Cardoso, engenheira da Docapesca, responsável por este sector da empresa que controla as lotas de pescado no país. Responsável que justificou o atraso do funcionamento desta estrutura, inaugurada em Maio do ano passado, com a dificuldade na atribuição da licença e controlo veterinário, «um processo necessariamente moroso» e ainda com o atraso na aquisição de todo o equipamento da lota, que vai desde maquinaria, sinalética, câmaras frigorificas, balcões…, que chegaram a “conta gotas”, o que também terá feito demorar o processo burocrático de vistoria às instalações e atribuição do respectivo licenciamento e número de controlo veterinário.Helena Cardoso, não só confirmou o fim de todo o processo e o consequente início da actividade desde meados do mês passado, como garantiu que a lota da Praia de Mira é a primeira e única dedicada à arte xávega «certificada com a norma HACCP – Análise dos Perigos e Pontos Críticos de Controlo, sistema de segurança alimentar».Esta norma HACCP, diz aquela responsável da Docapesca, consiste numa abordagem sistemática e estruturada de identificação de perigos e probabilidades da sua ocorrência, em todas as etapas da produção, «definindo medidas para o seu controlo».


O início da actividade da lota da Praia de Mira coincidiu com a abertura da campanha de pesca artesanal, que normalmente vai de Março a Novembro/Dezembro e as oito empresas (companhas) que vão ao mar três a quatro vezes por dia (consoante o estado do mar) já podem armazenar, vender e tratar o pescado «em totais condições de higiene, segurança e qualidade. Pescado que, na Praia de Mira, é vendido em mais de 70 por cento a armazenistas de Aveiro e Figueira da Foz «que o compram por tuta-e-meia» e o restante a empresas de restauração daquela vila piscatória do concelho de Mira «para consumo em fresco» e a compradores particulares que, nalguns casos, têm estabelecimentos de restauração, conta ao nosso Jornal João Saborano, pescador da Praia de Mira, neste momento a trabalhar num pesqueiro da Figueira da Foz.«Eles [pescadores de arte xávega] andam a trabalhar na Praia de Mira, mas neste momento ainda há pouco pescado», afirma este pescador que, por isso mesmo, foi trabalhar para a Figueira.«Na Praia de Mira fazem três ou quatro lances por dia e trazem para terra duas ou três caixas de carapau e meia dúzia de robalos e sargos», diz João Saborano, lembrando que um bom lance tem de dar «pelo menos cento e tal caixas e mais variedade de peixe». A explicação para o pouco pescado deve-se, na óptica deste homem do mar, «às águas estarem ainda muito frias», não augurando um futuro promissor à pesca artesanal na Praia de Mira. «Muitos estão a desistir e, actualmente, a arte xávega é boa apenas para os reformados ou para os miúdos que andam na escola e aproveitam as férias para ir nos barcos», adianta.

Investimento de um milhão

O Diário de Coimbra também falou com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte, António Macedo, que confirmou que os pescadores (cerca de 90 das oito companhas existentes na Praia de Mira) «já estão a laborar a 100 por cento», admitindo, tal como João Saborano, que «a pesca está muito fraca na Praia de Mira». O sindicalista também confirma a atribuição da licença e número de controlo veterinário, embora sublinhe que estar um ano à espera destas formalidades «foi um tempo demasiado longo» o que na sua óptica «retrata o país que temos». António Macedo tem, no entanto, outra preocupação, que é, diz, «comum a outras lotas», revelando temer que agora, depois da atribuição do número de controlo veterinário, «a Docapesca a entregue [lota] a um concessionário e vá para lá gente que não tenha nada a ver com a pesca».Recorde-se que na ocasião deste novo equipamento na Praia de Mira, em Maio do ano passado, o secretário de Estado das Pescas, Luís Medeiros Vieira, disse que o investimento de um milhão de euros – repartidos entre fundos comunitários, Estado e Câmara de Mira -, «contribui para melhorar as infra-estruturas da pesca artesanal» na Praia de Mira e que a nova lota e posto de vendagem (entre as 56 existentes) «é uma das maiores do país».

Segunda-feira, Abril 06, 2009

Água do Porto Sobreiro "perigo para a saude publica"



Água da fonte de Porto Sobreiro é um perigo para a saúde pública.


Não tem valido de nada os alertas das autoridades de saúde de Cantanhede para o facto de a água da centenária fonte de Porto Sobreiro, situada na aldeia com o mesmo nome da freguesia de Cadima, estar «altamente contaminada» com metais pesados, designadamente com valores «altíssimos» de alumínio. Valores detectados pelo menos desde há quatro anos e que se mantêm, o que levou a Junta de Freguesia local a colocar um aviso na fonte de: “Água imprópria para beber”.

A verdade é que praticamente toda a população da aldeia de Porto Sobreiro, Taboeira, Cadima e outras povoações vizinha continuam a abastecer-se e a consumir aquela água, ignorando os perigos que correm, apesar dos avisos.As últimas análises efectuadas à água desta fonte «continuam a detectar valores muito altos de metais pesados, muito superiores ao limite», o que constitui um perigo para a saúde pública.«Quem bebe desta água não corre um perigo imediato, mas os efeitos cumulativos do seu consumo vai originar problemas reais e gravíssimos, nomeadamente ao nível renal», diz ao Diário de Coimbra a delegada de saúde de Cantanhede, Rosa Monteiro.Esta responsável alerta, ainda, que crianças e idosos são quem correm maiores riscos ao beberem esta água «seguramente contaminada com altos teores de alumínio», as primeiras por que ainda não têm o sistema imunitário devidamente formado; os segundo por que o têm [sistema imunitário] mais fragilizado. Riscos que aumentam caso o consumidor desta água «já tenha problemas renais». Nesta caso, diz Rosa Monteiro, os problemas podem surgir «rapidamente» e os consumidores podem sofrer lesões nos rins «irreversíveis».Esta fonte de água da aldeia de Porto Sobreiro é centenária e ao longo de décadas foi uma das maiores fontes de abastecimento não só da freguesia de Cadima mas também de muitas famílias de outros lugares.

A sua água era famosa, cristalina, pura, até que – também ao longo de anos, um terreno não muito distante da fonte, começou a servir de “depósito” de baterias, ferros e uma panóplia de outros metais, o que veio a contaminar a água da fonte. Os primeiros exames químicos que detectaram a presença de alumínio e outros metais na água da fonte datam de (pelo menos) de 2005, e foi nessa altura que, avisada para os perigos, a Junta de Freguesia de Cadima colocou um aviso na fonte a dizer que a água era imprópria para consumo.Água dos Olhos de Fervença «Nessa altura as pessoas tiveram um certo receio e deixaram de vir abastecer-se», conta um morador à nossa reportagem. Porém, diz, «alguém retirou o aviso e, actualmente, praticamente toda a gente voltou a vir aqui todos os dias encher garrafões».

As autoridades sanitárias de Cantanhede continuam a analisar a água da fonte pelo menos uma vez por ano – que confirmam a existência de alumínio - e vão alertando para os perigos de quem a consome, mas (quase) ninguém liga. Daí, Rosa Monteiro voltar a aconselhar as populações daquela aldeia e quem tem o hábito de recolher água daquela fonte «a não o fazer», até por que, acentua, o concelho de Cantanhede tem uma óptima rede de água, oriunda da nascente de Olhos da Fervença (curiosamente também da freguesia de Cadima).Água que, diz agora à nossa reportagem o presidente da administração da empresa municipal Inova, «é analisada de 15 em 15 dias e pode beber-se directamente da torneira».

António Patrocínio Alves diz que, «infelizmente» há muita gente a consumir água «de poços e furos sem qualquer controlo», quando, na verdade, têm em sua casa «uma água excelente, rigorosamente controlada».


in DC

Segunda-feira, Março 23, 2009

RobotEMIR na 3ª RobotPARTY




Equipa de Robótica de Mira participou na 3ª RoboParty

A equipa RobotEmir, constituída por 3 alunos do Clube de Robótica da Escola Secundária de Mira participou, em parceria com a Associação Emir, no evento RoboParty’09 organizado pela Universidade do Minho, entre 27 de Fevereiro e 1 de Março.
A equipa participou nas provas desportivas e lúdicas e demonstrou as suas capacidades nas provas de robótica constituídas por competições de perseguição, dança, obstáculos, sriatividade e construção.
A participação nas provas de robótica foi muito positiva, tendo a equipa ficado sempre em lugares cimeiros na tabela de pontuação das 120 equipas participantes. A melhor posição alcançada foi a chegada aos 4º de final na prova de perseguição.
Professores e alunos envolvidos no projecto estão muito satisfeitos com a experiência e com a troca de conhecimentos que a participação proporcionou.
O Grupo de Robótica da Universidade do Minho tem vindo a realizar várias palestras em escolas sobre o tema robótica bem como algumas demonstrações com robôs "in loco", por forma a fomentar o gosto dos jovens por esta área. Os jovens têm demonstrado através destas competições não apenas interesse em participar como também conhecimentos de qualidade, através dos robôs que têm construido.
A RoboParty® consiste num evento pedagógico que reune equipas de 4 pessoas, durante 3 dias e duas noites (trás o teu saco cama), para ensinar a construir robôs móveis autónomos, de uma forma simples, divertida e com acompanhamento por pessoas qualificadas. Inicialmente, é dada uma curta formação (para aprender a dar os primeiros passos em Electrónica, programação de robôs, e construção mecânica), depois é entregue um KIT robótico desenvolvido pela empresa SAR - Soluções de Automação e Robótica e pela Universidade do Minho, para ser montado pelos participantes (Mecânica, electrónica, e programação) e que no final do evento pertence à equipa. Todas as equipas têm acompanhamento para de pessoas com conhecimento para ajudar na construção e programação do teu robô.Decorrem em paralelo outras actividades lúdicas como desporto, música, internet, jogos, festas, etc. Cada participante traz o seu saco cama e fica lá durante todo o evento.A RoboParty® é idêntica a uma LANParty e também funciona 24h/24h mas tem um objectivo pedagógico e educacional. São ainda dadas a conhecer as regras das competições nacionais e internacionais de robótica mais importantes, para poderes participar.

Sexta-feira, Março 06, 2009

POLIS Ria com grande investimento para Mira


No passado dia 21 de Fevereiro foi assinado o protocolo referente ao Programa Polis da Ria de Aveiro pelo Primeiro-ministro, Eng.º José Sócrates, contando com a presença do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, Eng. Nunes Correia, pelo Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro e pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Mira, Dr. João Reigota.


A cerimónia de assinatura teve lugar em Ovar e representa o início deste importante Programa que irá investir cerca de 96 milhões de euros numa extensão de cerca de 60km de orla costeira e 128 km de frente lagunar. O concelho de Mira irá beneficiar de cerca de 4 milhões de euros de investimento de forma directa, para um investimento total de cerca de 5.500.000€, e que irá assentar numa efectiva valorização e requalificação dos recursos hídricos, ambientais e socioeconómicos do concelho de Mira, sendo cerca de 1.000.000 € co-financiados pelo município.

As acções previstas pelo programa serão realizadas entre 2009 e 2013 estando previstas para Mira, empreitadas de limpeza e valorização na Lagoa e Barrinha de Mira através da implementação de comportas na Vala Real para controlo dos caudais, recuperação dos moinhos de água e posterior adaptação destes a estruturas de apoio (para turismo e restauração, por exemplo). Além disso será executado um cais de acostagem de pequenas embarcações de recreio e reordenados os espaços adjacentes através da beneficiação paisagística e implementação de zonas de lazer. No Lago do Mar, a acção centrar-se-á na requalificação e estabilização das margens com recurso a calhau rolado e criação de equipamentos de apoio adequados.

Em ambos os casos, está prevista a limpeza de margens e da vegetação infestante e valorização das espécies nativas. Além das referidas zonas, estão também planeadas, acções de protecção e recuperação do sistema dunar, de valorização das actividades económicas ligadas ao sector das pescas, de qualificação do espaço balnear através da criação de estruturas de apoio ao uso turístico e de promoção de mobilidade e ordenamento de circulação através de beneficiação das pistas cicláveis.

A participação do Município de Mira neste programa que José Sócrates apelidou como um `exemplo para o país´, possibilitará a requalificação de estruturas e recursos essenciais à afirmação das potencialidades locais e dá continuidade à estratégia que tem vindo a ser implementada pelo executivo.

Segundo a autarquia mirense, este é indubitavelmente um programa chave para a valorização ambiental do património paisagístico único que o concelho de Mira possui e desta forma irá contribuir para a valorização turística da Praia e para uma melhoria acentuada da qualidade de vida de todos os que desfrutam de tão importantes belezas.

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009

Carnaval em Mira... é na Praia



Animação e diversão no carnaval da Praia de Mira

Este ano o Carnaval regressa à Praia de Mira com o tradicional desfile, nos dias 22 e 24 de Fevereiro, com muitas surpresas e uma participação especial. A organização está a cargo da Associação de Pesca Desportiva da Praia de Mira com o apoio da Câmara Municipal de Mira e da Junta de Freguesia da Praia de Mira.

O evento promete levar muita animação à Avenida Principal e à Avenida do Mar. Para além do desfile, haverá tasquinhas de comes e bebes, muita música e diversão e vários prémios para sortear, além da animação com os típicos carros alegóricos, caretos, grupos de dança e bombos. As inscrições para o desfile estão abertas a todos os grupos, associações, clubes, ou mesmo individuais que queiram participar e contribuir para a folia habitual desta quadra.

O tema é livre.


Assim e, até ao dia 19 de Fevereiro inscreva o seu grupo de amigos, mencionando o número aproximado de elementos, através dos seguintes meios:

Correio: Apartado 08 3074 – 908 Praia de Mira


Telefone: 914580995 / 914722289 / 913710018